
Mais uma vez aquele papo chato sobre as diferenças entre homens e mulheres. Não, nem sobre inversão de papéis, mas sobre o que verdadeiramente importa. O que conta para elas? Não é novidade que em rodas femininas rola todo tipo de assunto, mas em boa parte das vezes o assunto é o que elas esperam e porque se decepcionam. A primeira grande lição talvez seja entender que embora essa mulher atual seja diferente do homem, em tudo, no fundo espera mais ou menos o que ele também espera dela. Sabe a lei da compensação, do equilíbrio, da troca? Não? Sabe então olho por olho, dente por dente? Ahhh... agora sabe, não é?!
Na verdade a intenção não é tornar a vida uma disputa, pelo contrário, ela quer é parceria, cumplicidade. E talvez isso seja o mais importante. Um parceiro, cúmplice é muito mais do que uma companhia integral, é aquele que mesmo não estando ao lado o tempo todo, ela sabe que pode contar com ele o tempo todo, pode ter confiança. É aquele alguém que se interessa de fato pelo que ela faz, tem curiosidade de saber como é seu trabalho, sua vida, que compreende seus objetivos, acredita nos seus sonhos, vibra em saber dos progressos, fica verdadeiramente feliz com isso e torce para que chegue mais longe ainda. É aquele que se importa com o que ela sente, com suas preocupações, que entende as angústias, os medos, dá força para continuar e que esteja ali também para abrir o olhos, para dar uma opinião sincera, um outro ponto de vista e não apenas para dizer "amém" a tudo que ela pensa. E o mais essencial: aquele que da mesma forma quer dividir seus sonhos, juntando-os em um só, compartilhar também a sua vida. Não tem vergonha de assumir seus medos, fraquezas, erros e que dá importância à opinião ou ponto de vista dela. É aquele que também vê nela cumplicidade, parceiria e confiança.
É crucial que ele tenha sua individualidade e respeite a dela, que haja da mesma forma com ou sem a sua presença, que não seja grudento nem dependente e admire como ela mantém os amigos. Que tenha interesse de conhecer seus círculos e se entrosar neles também, tenha gosto de ser a companhia dela, de ser o escolhido. Que respeite seu pai e mãe como a coisa mais preciosa, e que não deseje o mal nem aos desconhecidos.
Como dá para perceber, o homem que essa mulher espera não é o ser humano pefeito, mas é aquele que acima de tudo respeite seu tempo e limites, que não ache que ela tem que agir ou seguir por onde ele determinar sem valorizar as etapas que ela acha importante, que não tenha pressa e conquiste-a a cada dia como se fosse o primeiro, que faça sempre o seu melhor, com capricho, com gosto e atenção, tirando o melhor de cada minuto ao seu lado. É aquele que sorri quando a vê, que não tem vergonha dela, independente de como esteja vestida, se conta uma piada boba ou lhe beija no nariz. Que tenha orgulho dela, de apresentá-la, de que todos vejam como ele está feliz ao seu lado. Que lhe dê valor... flores, chocolates ou o seu melhor sorriso.
Um homem que também a faça rir e sorrir. Que goste de agradar e se deixe ser agradado, que ande de mãos dadas, que dance com ela na rua, brinque, conte piada, faça cafuné e beije na testa, que queira casar e ter filhos... passar o resto da vida ao seu lado. Que a trate do mesmo jeitinho a sós ou na frente dos outros, que note quando ela pintou as unhas ou cortou os cabelos. Que goste de dormir junto e confie nela até de olhos fechados. Ela quer estar nos seus planos, sejam eles quais forem.
Talvez o nome disso seja amor. Se ele existir.